O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova York

Essa afirmativa, de certa forma, simplista, também conhecida como “ efeito borboleta” , faz parte da chamada “Teoria do Caos”. É tida como uma das leis mais importantes do universo. A ideia principal é que uma pequena e, a primeira vista, insignificante mudança no início de um evento pode trazer grandes e imprevisíveis mudanças no futuro.

Tomando como base esse método – o mais simples e mais incontestado de todos, podemos aplicá-lo ao nosso cotidiano espiritual, sem medo de cometer heresias, afirmando que a menor ação de alguém pode alterar completamente o curso da sua história com Deus. E mais que isso, o indivíduo que entende essa verdade assume o lugar da “borboleta” e provoca significativas mudanças mesmo que por meio de pequenos atos. E são pequenos gestos que identificam, por exemplo, a nossa verdadeira adoração. E é na família que nossos pequenos atos tomam a proporção da nossa proximidade com Deus.

“…não as adorarás, nem lhes darás culto: porque eu sou o senhor teu Deus, o Deus forte, e zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira, e quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações àqueles que me amam, e que guardam os meus preceitos…” (Êxodo 20:5)

Em tempos pós-modernos, quando as verdades até então tidas como absolutas são questionadas e os valores morais vão perdendo significado, é difícil entender essa palavra quase autoritária, mas é ela que nos chama de volta ao lugar de filhos. Sim. Somos dEle. A vida está em Seu poder. E viver sob esse legado é sentar-se como filhos no banquete da vida. O Deus poderoso outorga presentes espirituais aos filhos da obediência. Olha aí a figura de família. A paternidade com responsabilidades, limites e recompensas.

Também a nossa menor indiferença espiritual se reproduz de geração em geração. Não é que Deus se vinga nos filhos dos filhos, dos filhos, mas são os frutos da infidelidade que são sentidos pelas gerações futuras; assim como a recompensa da fé e obediência desencadeia bênçãos sem fim. E quando lemos geraçõs podemos entender familias.

A escritora Ellen White diz que “…Os anjos se deleitam numa família em que Deus reina soberano e os filhos são ensinados a honrar a religião, a Bíblia e o Criador. Essa família tem direito à promessa: ‘Aos que Me honram honrarei.’ I Sam. 2:30”.

Hoje, frente às mudanças já inseridas em nosso modo de vida: relacionamentos rápidos, falta de paciência para cultivar afetos sólidos, consumismo, filhos sendo cuidados por estranhos e online, gente amando as coisas mais do que as pessoas, ou  negando a fé, o que precisamos é restaurar o projeto inicial: Deus + homem e mulher = família. Já não temos tempo para esperar. Nada melhor foi idealizado por nenhuma mente genial.

“Uma família bem ordenada prega mais em favor do evangelho do que muitos sermões.” Não é assim?

O mundo está esperando ver famílias que façam a diferença. Já não convence ir e vir da igreja. Importa que os vizinhos sejam impactados pelo que veem e ouvem da janela.

Por isso é urgente a necessidade de repetir a atitude de reavivamento e reforma do rei Josias, descrita em II Reis 22 e 23. Era apenas um jovem, mas foi capaz de provocar reformas importantes na adoração ao Deus verdadeiro. Quando ouviu as advertências de juízo sobre Israel humilhou-se perante o Senhor. Depois convocou o povo para seguir seu exemplo e limpar o templo.

E é assim mesmo. Primeiro comigo, depois os que estão sob minha influência são impactados e esse movimento se estende até o interior do templo. Primeiro em casa e depois na igreja.

Em cada família um altar em cada templo famílias adorando. Esse ato renovado, essa consciência e o louvor farão eco por toda extensão da terra.

Com famílias comprometidas com o estudo da Bíblia, com reverência diante do sagrado e submissão irrestrita aos mandamentos do Deus forte e zeloso, o mundo irá sentir a força que tem muitas “borboletas” batendo asas e promovendo um reboliço espiritual e social no mundo.

E são destas pequenas coisas que pais e filhos devem cuidar. O rei Josias mandou tirar os vasos oferecidos a deuses pagãos que estavam dentro do templo. E é certo que dentro da casa de muitos cristãos há vasos que precisam ser lançados fora. Sons e imagens oferecidos a Baal, práticas inconvenientes, palavras e pensamentos levianos.

Alguém pode dizer que isso é tão insignificante… “Nossa família gosta de comer assim. Achamos que não tem nada demais beber, comer, vestir e adorar como queremos”.

É, porém, grave erro pensar assim. São as pequenas coisas que nos impedem de celebrar a páscoa espiritual. Somente quando os sacerdotes limparam o templo é que foi celebrada a festa pascal como nunca fora vista antes.

Famílias felizes são tementes ao Senhor e ouvem o chamado para o reavivamento e reforma, por amor. Famílias espirituais são a glória da igreja de Deus. Vencem as crises em oração e criam os filhos para serem cidadãos do céu. Esse é o maior evangelismo e o apelo mais veemente a um mundo hostil.

Viva e reavive sua família no poder do Espírito Santo.

 

Darleide Alves, apresentadora da TV Novo Tempo

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